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Emblema inspirado no Seridó vence concurso internacional

Simbolo concurso internacional x

“Sem a geodiversidade, não teríamos a vida”. Essa foi a frase que inspirou o estudante do Departamento de Geologia (DG/UFRN), Silas Costa, de 24 anos, a construir o símbolo vencedor do concurso Geodiversity Emblem Day. A premiação integra o International Geodiversity Day, aprovado pela Unesco e comemorado no dia 6 de outubro. Em abril de 2021, com a finalidade de estabelecer uma identidade visual para a data, a organização abriu a seleção mundial para que jovens com até 30 anos pudessem submeter suas propostas.

Silas Costa cursa o 9º período da graduação em Geologia e explica que o International Geodiversity Day é um momento para refletir a importância da geodiversidade na vida da terra e na sustentabilidade das gerações futuras. “O objetivo é que as pessoas saibam o quanto é importante a gente preservar a diversidade abiótica, sejam os minerais e as rochas, sejam as montanhas e rios, porque ela é essencial para a manutenção da vida na terra e para a qualidade da vida humana. É um dia para a gente parar para pensar sobre essa parte da natureza que, às vezes, é bem esquecida”.

Para construir a logo do concurso, Silas buscou resgatar elementos capazes de conscientizar a população sobre a importância da geodiversidade. “Eu pensei em colocar todos os elementos da geodiversidade: a parte de geleiras, dobras, falhas de placas tectônicas, minerais, cristais, rochas e rios. Coloquei um rio dentro da logo e esse rio faz uma forma de G, que faz menção à palavra geodiversidade ou geodiversity. Pensei nisso dentro de uma bola que seria a terra e saindo dessa bola pensei numa plantinha”, esclarece.

Ele complementa observando que a planta só está presente na imagem por conta da geodiversidade. Junto à logo, o elemento textual The diversity sustain the life (A diversidade sustenta a vida) traz as cores verde e amarelo, que remetem à diversidade geológica do Seridó, onde ele trabalha como coordenador de marketing e pesquisador em geociências no projeto Geoparque Seridó, apoiado pela UFRN. “Essas cores, essas formas, lembram um pouco a diversidade abiótica do Seridó. Esse é o significado, sem a geodiversidade não teríamos a vida”, ressalta Silas.

Na visão do estudante, o resultado do concurso significa o reconhecimento do trabalho que vem desenvolvendo junto à UFRN e ao Geoparque Seridó. “Esse prêmio veio para marcar que essa área (geologia) é importante. Muitas vezes, dentro das comunidades acadêmicas de geologia e das ciências naturais, a temática da geoconservação não é muito aceita, pois as pessoas não entendem como é importante preservar e conservar, por exemplo, uma rocha, um relevo ou minerais e fósseis. Não entendem que essa é uma parte importante para a memória da terra”.

Em face desse problema, Silas considera que o prêmio é relevante tanto na compreensão estadual quanto nacional em torno da geodiversidade. Isso porque sua conquista é uma forma de destacar a importância desse campo de estudo no Brasil, que hoje é um dos países que mais publicam pesquisas sobre a temática. “Os cientistas brasileiros também estão preocupados com a conservação da diversidade natural abiótica”, reforça o estudante.

“Mas para mim, especificamente, esse prêmio significa que eu posso chegar mais longe. No caso, eu posso internacionalizar minha pesquisa, eu posso ir para fora e levando o nome da UFRN como um dos meus berços científicos”, finaliza Silas.

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